Existem heróis que, desde a tenra idade, habitam o nosso imaginário. Heróis que nos fizeram sonhar e imaginar que poderiamos ter capacidades e poderes, na maioria das vezes, impossíveis aos mortais comuns. Tantas e tantas vezes imaginei que era o Bat-Man ou o Super-Homem. No cinema ou nos quadradinhos, estes heróis ajudaram-me a definir o meu carácter, a entender a diferença entre o bem e o mal, entre a justiça e a injustiça. Mas os anos passam, e cedo percebi que não me poderia rever para sempre em personagens fictícias, fruto da imaginação de alguns criativos. Constatei, então, que fora da BD existiam outros heróis. Grandes Estadistas, desportistas, artistas ou mesmo pessoas comuns, que para muitos não representavam nada, mas que para mim representavam tudo. Mas de toda esta parafernália de heróis, sobra um, nada mais nada menos do que, o meu herói Nacional. Muitos portugueses elegeram como seu herói Nacional o Figo ou outros jogadores da bola, no desporto motorizado, um recente Tiago Monteiro, na política o Mário Soares ou o Professor Marcelo. Eu escolhi o Arquitecto Tomás Taveira. Por nenhuma razão especial. Apenas por achar que, de há uns anos para cá, com tanta figura estranha e pouco carismáticas, com tanta gente cinzenta e mal formada, este homem, cuja intimidade foi brutalmente invadida, soube contornar o problema e voltar às luzes da ribalta, ainda que de forma discreta. Mas, camarada Tomás, não fui eu que divulguei as imagens e, como tal, não pude deixar de as ver e rever, de decorar algumas das falas e, quiçá, um ou outro movimento mais atrevido ;) Isto tudo porque no outro dia, fazendo umas arrumações cá em casa, descobri a velha fita, que revi com gosto, e ri como um perdido. Frases emblemáticas como "tão bom...esse cú", "queres que ponha o óleo?", "ui...o cú da querida", "ui...a menina da Kokay" ou o clássico "pronto...pronto...não chora...tá todo, tá todo...tá toooodo lá dentro!!!" fizeram as delícias de algumas gerações, e ainda hoje são repetidas, como se a coisa tivesse sido ontém. Porque ao menos o Taveira era um homem a sério. Gostava de partir cús. E depois!!?? Partia os cús às miúdas, todas elas maiores de idade e conscientes do que estavam a fazer. Não andava por aí a comer o cú das criancinhas nem a enrabar menores de idade em troca de uns ténis Nike. Estes homens sim, são porcos, corruptos e obscenos. E muitos ficaram impúnes. O azar do camarada Taveira, foi mesmo a coisa tranpirar cá para fora. Mas pelo menos ficamos a saber que em Portugal ainda há homens a sério, e não apenas bichas e pedófilos.SanLorenzoallaSerata
segunda-feira, 2 de julho de 2007
O meu herói Nacional
Existem heróis que, desde a tenra idade, habitam o nosso imaginário. Heróis que nos fizeram sonhar e imaginar que poderiamos ter capacidades e poderes, na maioria das vezes, impossíveis aos mortais comuns. Tantas e tantas vezes imaginei que era o Bat-Man ou o Super-Homem. No cinema ou nos quadradinhos, estes heróis ajudaram-me a definir o meu carácter, a entender a diferença entre o bem e o mal, entre a justiça e a injustiça. Mas os anos passam, e cedo percebi que não me poderia rever para sempre em personagens fictícias, fruto da imaginação de alguns criativos. Constatei, então, que fora da BD existiam outros heróis. Grandes Estadistas, desportistas, artistas ou mesmo pessoas comuns, que para muitos não representavam nada, mas que para mim representavam tudo. Mas de toda esta parafernália de heróis, sobra um, nada mais nada menos do que, o meu herói Nacional. Muitos portugueses elegeram como seu herói Nacional o Figo ou outros jogadores da bola, no desporto motorizado, um recente Tiago Monteiro, na política o Mário Soares ou o Professor Marcelo. Eu escolhi o Arquitecto Tomás Taveira. Por nenhuma razão especial. Apenas por achar que, de há uns anos para cá, com tanta figura estranha e pouco carismáticas, com tanta gente cinzenta e mal formada, este homem, cuja intimidade foi brutalmente invadida, soube contornar o problema e voltar às luzes da ribalta, ainda que de forma discreta. Mas, camarada Tomás, não fui eu que divulguei as imagens e, como tal, não pude deixar de as ver e rever, de decorar algumas das falas e, quiçá, um ou outro movimento mais atrevido ;) Isto tudo porque no outro dia, fazendo umas arrumações cá em casa, descobri a velha fita, que revi com gosto, e ri como um perdido. Frases emblemáticas como "tão bom...esse cú", "queres que ponha o óleo?", "ui...o cú da querida", "ui...a menina da Kokay" ou o clássico "pronto...pronto...não chora...tá todo, tá todo...tá toooodo lá dentro!!!" fizeram as delícias de algumas gerações, e ainda hoje são repetidas, como se a coisa tivesse sido ontém. Porque ao menos o Taveira era um homem a sério. Gostava de partir cús. E depois!!?? Partia os cús às miúdas, todas elas maiores de idade e conscientes do que estavam a fazer. Não andava por aí a comer o cú das criancinhas nem a enrabar menores de idade em troca de uns ténis Nike. Estes homens sim, são porcos, corruptos e obscenos. E muitos ficaram impúnes. O azar do camarada Taveira, foi mesmo a coisa tranpirar cá para fora. Mas pelo menos ficamos a saber que em Portugal ainda há homens a sério, e não apenas bichas e pedófilos.domingo, 1 de julho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
sábado, 9 de junho de 2007
Os malucos da praia do Guincho

Não eram portugueses. Talvez por isso, pela excessiva descontração, pelo facto de se estarem simplesmente a cagar para quem os observava, ri-me como um perdido. A entrada na praia foi triunfal e, despertou de imediato a minha total atenção. Um deles, ignorando a entrada comum e normalmente utilizada pelos banhistas, descia a encosta da Crismina, deslizava pelas dunas ao som de um tilintar que me soava familiar. Não havia a mínima dúvida, era um saquinho cheio de Super Bock's. Os outros seguiram-no, rindo e já cambaleando. Via-se que já tinham feito o "aquecimento" ao almoço. Estava um dia de sol e, depois de uma árdua semana de trabalho na construção (algo me diz que laboravam neste sector), era natural que o aproveitassem ao máximo. Não traziam apenas cervejas. O Kit estava mais composto. Uma prancha de Bodyboard preenchida pelas figuras do filme "Finding Nemo", uma bola de futebol, à falta de toalhas...um mega cobertor e, para ensopar, umas "buchinhas." Pela língua, deduzi que fossem dos Balcãs. Riram, brincaram, jogaram, emborcaram (muito mesmo), nadaram e fizeram "body." O calor interno era tal que ignoravam as gélidas temperaturas do mar do Guincho. Como se previa, face aos excessos do consumo e por ignorarem que ali as correntes são fortes e traiçoeiras, já um deles seguia à deriva, naturalmente, sem força e folego para regressar. Vai lá que a época balnear já começou (oficialmente), e o "Mitch" de serviço lá se atirou ao mar em busca do náufrago. Mas nem por isso os ânimos esmoreceram. Nada disso. Próxima etapa: escavação de uma vala profunda. Quando dei por mim, já um deles estava enterrado até ao pescoço. Ele ria e os amigos assistiam-no, levando-lhe à boca a fresquinha "Super." Depois foi o momento do "Olá fresquinho", vivido intensamente pelo vendedor, pois calculo que nunca teve tanta mão junta a proceder à escolha no interior da sua sacola térmica. E assim, de um momento para o outro, levantam armas e seguem para outras paragens. Nem todos. O amigo permanece enterrado e grita para que os companheiros o ajudem a sair. Mas estes já se encontram no topo da encosta a rir como uns perdidos. Ele esforça-se, mas nada. Calculo que estivesse enterrado de pé. Consegue sacar um bracinho e abana-o para aliviar as cãimbras. Saca o outro. Abana-se, contorce-se e, passados dez minutos, lá consegue a liberdade. Menos mal, pensou ele, seguiu rindo ao encontro dos companheiros. Há dias assim.
terça-feira, 5 de junho de 2007
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